segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Recordar é viver (ainda mais para um santista...)

Era um 25 de março que prometia...o ano era 2006. Saímos de casa, eu e um vizinho, para ir ao Pacaembu assitir a Juventus x Santos, a quatro rodadas do fim do Paulistão-06. Chegando lá às 14h00 (o jogo começava às 18h10), a notícia bombástica: não havia mais ingressos nas bilheterias. A primeira coisa que pensei foi "Pqp, não vou conseguir ver esse jogo!". Então meu vizinho decidiu: "vamos comprar de cambista mesmo!". Meia hora depois (e 90 reais a menos na carteira), estávamos dentro do estádio aguardando a partida. O jogo era essencial, pois o Santos tinha 4 pontos de vantagem para o segundo colocado, que era o São Paulo, e ainda faltava o confronto direto, no estádio delas. Era importante manter essa vantagem. Faltando 1 hora para o jogo, o céu desabou sobre nossas cabeças. A torcida inflamada pelo pé d'água gritava sem parar "Santos! Santos! Santos!", como que se implorasse para que o time viesse a campo e começasse logo a partida, mas não teve jeito. Com a bola rolando, o Juventus abre o placar por volta dos 15 minutos. O Santos jogava mal, e parecia que as coisas não dariam certo naquele chuvoso sábado de 2006. Foi então que por volta de 35 minutos do primeiro tempo ainda, em uma cobrança de falta, o alvinegro praiano empatou. A torcida foi ao delírio, pulos e abraços descontrolados. Mas ainda era pouco, faltava um gol. E ele não vinha. A esperança era consumida pouco a pouco pela apreensão. A chuva nem fazia mais efeito agora, a preocupação era tamanha que só aquele retângulo verde lá embaixo importava. Já estava desanimado, fazendo contas para as próximas rodadas na tentativa de manter o otimismo. Foi então que aos 37 minutos do segundo tempo, em um cruzamento despretencioso, o atacante Reinaldo meteu a cabeça na bola e mandou pra rede. Parecia um sonho, custei a acreditar! Nem o jogador mesmo parecia crer no que fez, e saiu chorando na comemoração. Sim! Ele chorou naquele dia, como os mais de 35 mil santistas presentes naquele estádio sob forte chuva. A torcida não se conteve e gritava "é campeão! é campeão! é campeão!". Duas semanas depois, a "profecia" da torcida se confirmaria e, após 22 anos, pude enfim comemorar meu primeiro campeonato paulista. Primeiro sim, mas inesquecível. Principalmente por causa daquele 25 de março de 2006, o dia em que entendi finalmente a diferença entre ver um jogo pela televisão e assistir a uma partida dentro de um estádio de futebol. Ah, e futebol debaixo de chuva é muito mais emocionante para a torcida!

4 comentários:

Vanessa disse...

Faaaaaaaaaaaadul,

Ahhhhhhh que pena que você não é são paulino como eu! Nos divertiriamos muito no estádio!
Esse ano tá difícil pra vocês hein?
Gostei do post, dá vontade de sair correndo para comprar o ingresso pro próximo!

beijos e parabéns pelo blog!

Anônimo disse...

Fadulzitos!

Até eu que sou São Paulina (não praticante) tive vontade de gritar: Gooooooooooooooooooooool...rs Emocionante narração!!
Apesar de não acompanhar os jogos, o clima futebolístico me fascina.
Bem que podíamos ir ao Estádio com a turminha, né? Como somos maioria, ficaremos na torcida do são paulo! hahahaha
O Blog está lindão! Beijos,
Clau

Andrei disse...

Fala Fadul!!!
Infelizmente o que restou para os santista....recordações, apenas recordações e pior, recordações de UM paulistinha!!! (ah! tem UM brasileiro tb) rsrs
Espero que um dia você possa escrever algo como LIBERTADORES ou MUNDIAL....quem sabe...
Apesar do "estádio delas", gostei umuito do texto, linda a imagem que fazemos deste dia.
Andrei

WOLF disse...

Fadul me diz uma coisa como é estar na torcida com um monte de idosos, com aqueles baloes de oxigenio, asmas, dentaduras, enfermeiras masculinizadas, ambulancias e carros funeebres na entrada? Todos ele chamando Pelé de menino, e dizendo que nada se compara ao time de 1933, quando um tao de Zozonho jogava de PONTA DE Lança? rsrsr. Abraços